20 de junho de 2014
19 de junho de 2014
18 de junho de 2014
do (não) egoísmo
Sou uma esponja de sentimentos. E de preocupações. E de emoções. E de estados de espírito. Meus. Dos meus. Dos que são só conhecidos. Dos que acabei de conhecer. E se isso sempre me deu uma capacidade de empatia enorme, também me trouxe algumas dores de cabeça, algumas horas sem dormir, algumas horas acordadas mas não aproveitadas, algumas coisas (talvez) mais importantes por fazer. Se há coisa que tenho vindo a fazer ao longo dos anos é a tentar distanciar-me, desligar-me, despreocupar-me. Leio demasiado bem as pessoas. E esqueço-me que, na maior parte das vezes, as pessoas podem não me ler demasiado bem a mim. Ou não ler sequer. E esqueço-me, também, que no final do dia quem tem de estar bem, serena e tranquila, sou eu. E acabo de escrever esta frase e já me soa a egoísmo. Somos assim formatados desde cedo. Mas estou a tentar contrariá-lo. Deixar para trás todos os impedimentos, opiniões, frustrações e ideais que não são meus, mas que sempre deixei que me parassem. Que me abalassem. Que me fizessem sentir pior. A minha maior lição (e esforço) é aprender a diferenciar essas mesmas opiniões (que leio bem demais nas pessoas) das verdadeiras emoções que precisam da minha empatia, do meu abraço do meu entendimento. Das minhas opiniões e vida, sei eu. E às vezes nem sei tudo. E, por isso, quando pergunto a mim mesma "Sofia estarás a ser egoísta? Estarás a pensar só em ti?", controlo o desejo iminente de pensar no que a outra pessoa está a pensar e ponho o prato na balança "Com este assunto deves ser tu a pensar só em ti? Sim ou Não?". E a partir daí sigo o meu caminho. Não é fácil. Ainda me culpo. Mas, sendo sincera, tem sido muito, muito melhor viver assim.
17 de junho de 2014
amsterdam #3
Tenho tanta, mas tanta vontade de arranjar
uma bicicleta. Isto deve pegar-se. E os preços (assim para o carotes) dos
transportes também ajudam à festa. É que quero ter uma. Vai ser uma aventura porque eu em pequena
deixei a minha mini bicicleta e nunca tive uma dos grandes. Andei numa
bicicleta de adulto no máximo umas 3 vezes e meia, maaaaaaaas... Isto vai lá. E já imagino a
minha bicicleta bem pirosona. Bem colorida, cheia de flores e acessórios. Pois
claro. Para se ver duma ponta de Amesterdão à outra.
10 de junho de 2014
amsterdam #2
Ouvi hoje na rua por um português (eles andam
mesmo aí):
"- E as alheiras? Não há como
enganar. É fazer 3 furos com um garfos, pôr no forno e sai um bocadinho de
Portugal de lá de dentro."
Ainda não estou cá há tempo suficiente
para me dar os desejos. Mas achei a lógica fantástica. Entretanto já descobri uma loja portuguesa (eu não vos disse que eles andavam aí?) que tem
rissóis, bolinhos de bacalhau, pastéis de belém, ... Basicamente, tudo a que uma pessoa tem direito. Já não estamos
mal.
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