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24 de julho de 2014

Todos os dias são dias felizes

Todos os dias acordo feliz. E ao escrever isto com todas as certezas que é verdade deixa-me ainda mais feliz. Isto de cultivar a felicidade nas pequenas coisas e todos os dias é mesmo uma espiral. O ter mudado de vida não foi fácil. Estou agora a estabilizar aqui, a ter o meu próprio espaço, a ter as minhas burocracias tratadas, a ter as minhas coisinhas. Mas isso demorou tempo. E esse tempo ensinou-me que precisamos de muito pouco para sermos felizes. Tive muitas das minhas coisas fechadas nas malas que tão meticulosamente planeei como indispensáveis. Tive de adaptar sistemas para ter espaço para as minhas rotinas, fossem os cremes, os livros, os documentos, as maquilhagens, a roupa, sapatos, recordações, tudo! Tive de adaptar para que coubesse tudo num pequeno espaço que não era só meu. Tive de aprender a idealizar uma casa minha sem a ter. A ver peças lindas e práticas que não fazia sentido comprar. E, agora, que já tenho a casinha (que é linda, linda, linda e nossa!) sou mais contida. Sei que o tempo vai pôr tudo no lugar. Sei que não precisamos de muitas coisas. Sei que há muito que se pode adaptar e muitas coisas por onde se pode poupar. Este país também nos ensina muito disso. Mas isso deixo para outro post. Comecei por dizer que acordo todos os dias feliz e não queria divagar muito. Sou feliz porque acho realmente que agora estou no sítio certo, com a minha pessoa certa. Se me faltam coisas, pessoas, momentos? Faltam e continuarão a faltar. Mas continuo também a acreditar muito nas pessoas. E as que deixei e que são as minhas pessoas, continuarão sempre comigo.
Acordo todos os dias feliz porque estou tão, mas tão grata desta oportunidade. Grata de quem quer que esteja a olhar por nós, está a olhar bem por nós. Está a tratar-nos bem. A vida é para ser vivida. E eu gosto de viver (cada vez mais) a minha. A nossa.

17 de junho de 2014

amsterdam #3

Tenho tanta, mas tanta vontade de arranjar uma bicicleta. Isto deve pegar-se. E os preços (assim para o carotes) dos transportes também ajudam à festa. É que quero ter uma. Vai ser uma aventura porque eu em pequena deixei a minha mini bicicleta e nunca tive uma dos grandes. Andei numa bicicleta de adulto no máximo umas 3 vezes e meia, maaaaaaaas... Isto vai lá. E já imagino a minha bicicleta bem pirosona. Bem colorida, cheia de flores e acessórios. Pois claro. Para se ver duma ponta de Amesterdão à outra.

10 de junho de 2014

amsterdam #2

Ouvi hoje na rua por um português (eles andam mesmo aí):

"- E as alheiras? Não há como enganar. É fazer 3 furos com um garfos, pôr no forno e sai um bocadinho de Portugal de lá de dentro."


Ainda não estou cá há tempo suficiente para me dar os desejos. Mas achei a lógica fantástica. Entretanto já descobri uma loja portuguesa (eu não vos disse que eles andavam aí?) que tem rissóis, bolinhos de bacalhau, pastéis de belém, ... Basicamente, tudo a que uma pessoa tem direito. Já não estamos mal. 

12 de maio de 2014

perdida na cidade

A parte mais bonita de conhecer uma nova cidade é perdermo-nos nela. Não o perder no sentido literal, que isso se tiver algo de bonito só se for aliado ao cómico. Mas quando digo perdermo-nos numa cidade nova é quando andamos por ruas sem destino, sem ir de encontro aos sítios turísticos, sem saber que rua vai dar a que rua, sem saber o que vamos almoçar nesse dia ou em que lojas vamos entrar. Hoje foi o meu dia de me perder na cidade. É, também o último dia sem ter "obrigações e, por isso, tinha de ser bem aproveitado. Comecei a manhã no sítio mais cliché - com um Starbucks - mas ter wifi grátis e sem mezinhas dá-lhe sempre pontos. E o latte é bom. E são sempre locais giros e convidativos a trabalho. E foi isso que estive a fazer, a adiantar trabalho, agendar a semana, enviar emails (qualquer dia o meu email entope, como eu gostava de saber como era o mundo antigamente!). Depois foi altura de por a mochila às costas e descobrir. Dei voltas muito grandes por sítios onde já tinha passado. Descobri novas lojas para comprar as coisas básicas que uma pessoa precisa. Descobri que os tampões cá são mais baratos (va-se-lá saber porquê). Descobri que há coisas que são bem mais caras. Descobri que outras são assim-assim. Descobri que esta gente e os almoços não tem nada (mas nada mesmo) a ver com Portugal. Almocei no sempre fiel e que nunca desilude Subway. E do nada, sem o saber, ter lido ou pesquisado, fui ter à maior rua de compras aqui da terra. Ainda não a fiz toda. Parei agora mesmo para recarregar as baterias. Impressionante o que vim a descobrir quando não fazia mesmo ideia de que isto existia. E tanto sítio para gastar dinheiro. Mas voltando ao ínicio. Isto de conhecer uma cidade ganha mais encanto ainda quando nos perdermos nela e gostamos. Quando percebemos que além dos cantinhos que queremos muito visitar, dos que já vimos e gostamos, ainda há outros cantinhos sempre à espera de nos surpreender.

10 de maio de 2014

fiz uma rima para saberem onde estou

Por todo o lado há água e pontes 
E também não faltam veículos de duas rodas
Batatas fritas, é vê-las pelas ruas aos montes
Chegar a tempo é regra, para o trabalho, amigos ou ver as modas.