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10 de abril de 2014

a Cassilda do ginásio

A Cassilda é uma senhora que frequenta o mesmo ginásio que eu. Para dizer a verdade, eu nem sei, nem quero saber, o nome dela, mas apelidei-a de Cassilda. A Cassilda deve ter os seus 30 anos, idade considerável para que os comportamentos básicos sociais, para ter tino na cabeça, estejam desenvolvidos. A Cassilda gosta do seu momento balneário. A Cassilda gosta de anunciar que chegou ao balneário. A Cassilda gosta de retirar elásticos de cabelo, atirar a toalha para o banco dos balneários, tirar as luvas (aquelas luvas de quem tem a mania que faz muito trabalho muscular, sabem?) à vontade por todo o lado. Ora, a Cassilda no meio destes preparos está ainda bem suada, esteve a trabalhar lá nos pesos, lembram-se? E a Cassilda mexe-se muito, faz-se notar vá. E a Cassilda enquanto atira a toalha, estica os leggins, manda luvas pelo ar, também se mexe. E quem é que se movimenta com a Cassilda? O suor da Cassilda. E onde vem parar o suor da Cassilda? Já todos percebemos. E, pronto, é esse mesmo o meu problema com a Cassilda. Não é nenhuma mania da perseguição. Eu só não tenho é fetiches por levar com suores de Cassildas e afins. Podia ter. Mas não tenho. Mesmo.

7 de abril de 2014

produtinho maravilha

Trago-vos dois produtinhos, mas um deles é mais maravilha que o outro. Na minha bela cabeleira estes produtinhos são os cavaleiros andantes que a vão domando, controlando e embelezando (uau!). 
Cuidado quase diário. Às vezes esqueço-me (mas são pouquinhas) é com o Azeite Extraordinário Óleo para Cabelos da L'oreal. Cheira bem, não é pegajoso e deixa as pontas brilhantes e com aspecto saudável (mesmo quando elas já não estão lá muito bem de saúde).


Mas a descoberta das descobertas foi mesmo este menino. O Elnett Satin protector de calor e fixador de penteado (é isso mesmo, faz as duas coisas e muito bem feitinhas) da L'oreal. Comprei-o a medo porque o achei caro (9,95€ no Jumbo) mas foi o único que encontrei que protegia o cabelo até 230graus de temperatura (que é a temperatura em que estico o meu cabelo com a prancha, quando estou com mais pressa, já sei, já sei, faz mal, mas eu tenho muito cabelo e muito grosso). Comprei-o a medo e estava preparada para ser mais um "lá fui eu deitar dinheiro ao lixo". Já tinha experimentado outros protectores de calor e deixavam-me o cabelo pegajoso, fixo como se fosse palha, com um aspecto de não estar muito solto nem natural. E o que acontecia é que os deixava de usar e toca a passar a placa sem nenhum protector. Com este é tudo ao contrário disso. Uso-o com alegria. Sei que me protege de temperaturas bem altas, tem um óptimo cheirinho e, o melhor de tudo, fixa mesmo o liso do cabelo, aguentando mesmo os 3 dias (como o produtinho promete) e, em mim, ainda mais se for preciso. É mesmo m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o. O cabelo fica solto, brilhante e liso! Sem estar colado à cabeça ou com aspecto artificial. Gosto mesmo muito dele. Uns 9,95€ que me custaram a dar (mas custa-me sempre, para mim todos os produtos do mundo custavam 2,50€ e éramos todos muito mais felizes) mas que, no final, valeram a pena.




4 de abril de 2014

Bobbi Brown Makeup Manual

Já andava de olho no Livro da Bobbi Brown (é uma menina ao contrário do que muita gente pensa!) há algum tempo. Como tive de fazer uma compra na Amazon que não chegava às 25 libras e não queria pagar portes, acrescentei o livrinho Bobbi Brown Makeup Manual à compra (foi só e só mesmo por isso que o comprei, cof cof). É um livro visualmente bonito, organizado, limpo. E tem muito boas dicas. É muito simples o que é bom, pois por vezes o bom para começar é saber o simples e o básico. Não fala apenas de maquilhagem, tem cuidados de rosto, de corpo, muito boas dicas para um estilo de vida mais saudável, que como sabemos se reflete também na nossa pele. É um livro que motiva a cuidar do eu e a potenciá-lo. Quando chegou percorri-o duma ponta à outra, folheando e agora, de tempos a tempos, pego nele e leio uma secção ou outra. Gosto de o ter na minha prateleira e saber que tenho aquele recurso. Deixo-vos um vídeo, sobre o livro, para vos inspirar:



Benvindo a casa primeiro livro de maquilhagem e primeiro produtinho da Bobbi Brown (conta não conta? É que o resto dos produtos dado o valor monetário ainda tardarão muitooooo em chegar).


3 de abril de 2014

seus preguiçosos!

Após um estudo extremamente bem fundamentado e com recurso a uma análise estatística impecável cheguei a uma conclusão muito importante sobre os queridos leitores do estaminé (somos poucos, mas bons, nem é bons é mesmo fenomenais!):

- Vocês são preguiçosinhos! -

E como é que eu sei isto? Porque do meu estudo (extremamente bem feito diga-se já) concluí que vocês gostam e participam mais em posts que eu faço com imagens/frases inspiradoras com vida, com o amor, com parvoíces, etc e tal. Quando eu ponho o meu coraçãozinho nestas teclas e vos brindo com fantásticos testamentos sobre a coisas muito interessantes (ou não) vocês não passam cartão. Posto isto, vou-me deixar de escrever e isto vai parecer um instagram. Tomem lá.

Não vou, não consigo. Adoro tudo o que vos deixo aqui (imagens inspiradoras e coisinhas fofinhas incluídas) mas gosto mesmo muito de escrever. Maaaaaaaaaaaaaas como eu sou ainda mais fofinha que as imagens fofinhas, pergunto, o que é que vocês gostam mais por aqui? De que gostam de ler? Que gostavam que eu mandasse um ou dois bitaites?

P.S.: Estou com um medo do caraças que vocês não leiam isto e eu fique a chorar baba e ranho e com olheiras até aos tornozelos. Bonita imagem.

27 de março de 2014

sobre a depressão

Este é um tema com o qual tento sempre, sempre ter uma sensibilidade redobrada. Já tive amigos, familiares meus e de amigos, que passaram ou estão a passar por uma depressão. Surpreende-me sempre saber de algumas pessoas que nunca imaginei que pudessem passar por uma depressão e que a tiveram. Ou melhor, surpreendia-me mais antigamente, quando não compreendia muito bem o que era esta doença. Nunca tive nenhuma, já tive fases mais negras, mas sei que nunca tive mesmo uma depressão, nunca me deixei chegar a esse ponto. Tenho muito medo e muito respeito por esta condição. Por mim e pelos que a têm ou já tiveram. Acho a depressão assustadora, essencialmente, por aquilo que vi por causa da rapidez com que se pode instalar e mudar a vida a uma pessoa. O negro que traz à sua vida e aos que rodeiam a pessoa depressiva. Não consigo imaginar o que sente no seu interior uma pessoa nesse estado. Tento com muita força pôr-me no lugar dessas pessoas, mas sei que nunca será o mesmo. Tento arranjar justificações e fico frustrada quando chego à conclusão que possivelmente não há uma justificação completamente lógica e clara para o porquê de se chegar a tal estado. Tenho muita pena da falta de informação e apoio que existe com a depressão. Do tabu que existe, de um certo menosprezo com a doença. E acredito que muita desta desinformação é o que leva as pessoas a não ficarem completamente curadas e a voltarem às suas vidas a 100% e, possivelmente, a nunca encontrarem a plena alegria de viver. Vejo nas pessoas com depressão alguém perdido, alguém que já não se conhece nem a si e, por vezes, aos outros, alguém sem um ponto de abrigo, alguém que não gosta de si e que, nos casos mais graves, não gosta de viver. E é muito ajudar pessoas assim pois, se por uma lado, queremos prestar o nosso apoio, é sabido que se levamos, continuamente, ao colo pessoas que estão sem forças próprias para se erguer, essas mesmas pessoas nunca se conseguirão erguer sozinhas. E esse é, para mim, um dos desafios maiores quando se tenta ajudar alguém assim, encontrar o equilibro entre a ajuda e quando já estamos a fazer de mais e, consequentemente, a não deixar que a pessoas evolua por si. Das pessoas com quem contactei apercebi-me que a mudança só se dá quando a própria pessoa está preparada, quando arruma a mente e volta à luta, quando se sente novamente com forças. Mas essa mesmo pessoa chega a estar assim um dia por ter tido algum colo e algum aconchego, algum carinho, alguma atenção. Costumo dizer que se tem de levar a depressão como uma constipação, ambas são doenças e ambas têm tratamentos diferentes consoante as pessoas. A diferença entre as duas é que uma pessoa com uma constipação é olhada de maneira perfeitamente normal, a pessoa com uma depressão é evitada ou julgada. E, isso, nunca a irá ajudar.

26 de março de 2014

love lessons from Disney Princesses

Encontrei isto noutro dia e adorei. Primeiro porque adoro os filmes da Disney. Segundo porque adoro as músicas da Disney. Terceiro porque sou uma apaixonada. Quarto porque acho que as mensagens da Disney têm crescido e mudado com os tempos, para melhor.

A minha favorita desta compilação (após muito esforço para só escolher uma) é:



O Amor não tem regras.

Se é por ser do filme do Aladino? É. Mas também acho que se pode aplicar a tanta coisa e a uma coisa tão simples como cada relação é uma regra em si, é aquilo que é e não tem por que ser comparada a outra. 
Mas gosto de muuuuuuuuitas outras. E vocês, pequenos, quais as vossas lições de amor das princesitas da Disney?


24 de março de 2014

tenho para mim

Que as pessoas responsáveis por colocar a sinalização em Portugal* são o mesmo tipo de pessoas que escrevem sobre alimentação** nas revistas cor de rosa.

*Eu dou um exemplo: a decisão da colocação dum STOP num cruzamento que claramente beneficiaria do STOP estar colocado no lado oposto.
**Eu dou outro exemplo: os que se fartam de dizer para tirarmos aos hidratos de carbono. Muitos sem qualquer tipo de formação na área.

Mas isto sou eu que acho. Que acho que há gente que não tem noção nenhuma do que está a fazer, como está a fazer e onde está a fazer. Mas isto, novamente, sou só eu que acho.

23 de março de 2014

please yourself

Não queria entrar em dramatismos, exageros ou muito menos parecer fútil ou superficial. Mas dei por mim a pensar que se houve algo que nos últimos tempos me ajudado, levantado os ânimos, feito sentir melhor, descobrir mais de mim, gostar mais de mim, tem sido, precisamente, o tratar de mim. Tenho vivido tempos mais centrados em mim e uma das coisas que descobri como um gosto, prazer, hobby o que queiram, é toda uma rotina de beleza. Gosto de ler, ver vídeos, descobrir marcas (nem que seja apenas reviews de marcas que não posso comprar), descobrir experts da área, descobrir novos produtos e funcionalidades. Comecei a tratar mais da minha pele. E a descobrir maquilhagem mais específica. A brincar com pincéis (que antes nem sequer tinha). A descobrir sombras, sobreposições, esfumados. A testar blushes (quando antes nem sequer tinha). A pensar adquirir iluminadores e bronzers. A testar em mim e em outras pessoas. Mas essencialmente em mim. Foi uma nova faceta que entrou mais a sério na minha rotina. Sempre gostei de tudo o que estivesse relacionado com estética. Agora sei mais umas coisinhas. E gosto de saber cada vez mais, procurar mais e partilhar com outras pessoas. Sei que não é o esperado de mim, interessar-me agora pelo meio da cosmética, maquilhagem, estética. Vir a trabalhar com algo relacionado com a área é algo que, por vezes, passa no meu pensamento. Não o digo em voz alta e nem sei se até me custou um bocadinho a escrevê-lo. Sei que há pressões de fora para aquilo que devemos ou não ser, aquilo por que nos devemos ou não interessar. E isso, por vezes, pesa-me, consome-me, arrelia-me. Sei que aos olhos dos outros a minha possível excitação e horas passadas a ver vídeos ou reviews de certos produtos de maquilhagem pode parecer uma inutilidade aos olhos de muita gente. Mas também sei que me faz bem. Sei que me sinto melhor agora. Sei que nos dias em que andei mais em baixo, sem vontade, a meia força, com muitas questões, eram os 10 minutos de manhã que tirava para mim que me faziam acreditar que, de certa forma, eu podia lutar contra o mundo. Cuidar de mim, salvou-me de certa forma. E com isso tenho vindo a aprender, também, a desligar as opiniões que vêm de fora. Em primeiro lugar estamos nós. Estou eu.

 

18 de março de 2014

a minha visão mais cruel (e resumida) sobre a maternidade

Os bebés, em geral, são uma seca. E dão muito trabalho. E despesa. E nós ficamos aparvalhados (é só ver a maneira como falamos com eles, que nem sequer percebem o que estamos a dizer) e obcecados (é só ver o assunto de conversa de quem os tem). Depois têm uma fase engraçada, da descoberta de tudo o que os rodeia e aprendizagem dos comportamentos mais básicos. Depois fazem aí os seus 12 anos e começam a entrar na adolescência e a ser super influenciáveis por tudo e por todos. Nessa fase o terror deve-se instalar e devemos ter vontade de os mandar para o sítio de onde vieram ou para um colégio interno até já serem adultos. Quando estão na fase dos vinte, já os pais estão a ficar mais para os velhotes e querem uma nova fase na sua própria vida. E começam a ver nos pobres dos filhos os amigos que não mantiveram ao longo dos anos, por estarem obcecados, aparvalhados, preocupados com os dramas dos seus rebentos, com menos dinheiro por tudo o que sacrificaram pelos seus rebentos. E aí, a coisa continua a dar para o torto. Porque os filhos, agora com 20 e tal, já não querem saber de seus progenitores. Não os levem a mal, eles não se estão a marimbar para os seus pais. Eles têm é outros amigos. Os seus próprios amigos. Nos dias em que me dá para pensar mais a fundo (e mais sarcasticamente confesso) sobre o assunto ter filhos isto é um bocadinho do que me passa pela cabeça. Se eu também acho que deve ser uma experiência fantástica e inigualável e que até acredito que possa ser recompensadora? Acho sim. E "ah, falas porque não tens filhos". Pois falo. Do que observo. Como todos falamos de muitas coisas que apenas observamos. Esta é mais uma delas. E já que tanta gente fala no tema filhos, até como dado adquirido de que se vai ter filhos, então é justo que eu possa dar a minha opinião, mesmo não os tendo. E, hoje, é melhor nem entrarmos por aí. Pela parte da pressão social para qualquer ser com uma vagey-gey se por a procriar que nem uma coelha. Hoje é mesmo melhor não entrarmos por aí. 

16 de março de 2014

isto também vos acontece?

Eu acho mesmo que num futuro (próximo para eu ainda beneficiar) alguém devia inventar uma espécie de touca para nos gravar os pensamentos que temos antes de adormecer. Até podia ser uma touca pirosa tipo as da natação, a mim dava-me igual. É que quando estamos no momento lusco fusco antes de adormecer eu acho que somos ultra produtivos, organizados e muito memoriados (uau!). São muitas as vezes em que faço uma lista mental das coisas que tenho para fazer no próximo(s) dia(s). Até aqui tudo muito normal. O problema (ou a solução, já não sei bem) reside quando me lembro de coisas que já devia ter feito ou que tenho de fazer brevemente e que tenho de fazer MESMO. Coisas que provavelmente não me lembraria durante o resto do dia. Coisas essas que é bem provavelmente que me volte a esquecer e a lembrar passado aí umas 2, 3 noites. Já cheguei ao cúmulo de apontar no telemóvel pequenas listas. É triste o cérebro humano ser assim. Ou o meu, pronto.


I'm not bossy. I'm the boss.

"When a little boy asserts himself, he's called a “leader.” Yet when a little girl does the same, she risks being branded “bossy.” Words like bossy send a message: don't raise your hand or speak up. By middle school, girls are less interested in leading than boys—a trend that continues into adulthood. Together we can encourage girls to lead."





Lembro-me de em pequena ser, frequentemente, apelidada e caracterizada de "resmungona" pela minha família. A conversa comigo era cortada com um "és sempre uma resmungona..." ou em conversa com outros "ela é muito boa menina, mas é resmungona até mais não, tem sempre a resposta na ponta da língua.". Não foi algo que (penso eu) me afectasse. Sempre fui muito determinada naquilo que acreditava, naquilo (e naqueles) que defendia. Acho que ainda o sou. Hoje, com muito do que já li sobre o tema papel das mulheres no mundo actual acredito que o meu "resmungona" terá sido, na altura, apenas uma interpretação de um bossy por eu ser menina.

O Movimento Ban Bossy é um movimento que pretende "acabar" com o apelido de Bossy (Mandona) dirigido às mulheres que têm comportamentos de liderança, seja em que fase da sua vida for. Parte do princípio de que se um homem (ou rapaz) toma atitudes de liderança face a um grupo de pessoas é um líder, tem capacidades para ser um chefe (Boss) de uma empresa, tem capacidade de coordenar equipas, tem futuro. Se uma mulher (ou rapariga) demonstra os mesmos tipos de comportamento é apelidada de Bossy (Mandona). Sem querer entrar por extremos do feminismo eu acredito (sei) que isto é mesmo verdade e acontece. Já me aconteceu actualmente, no meio profissional e de mulheres para mulheres. Por isso, o comentário pode vir por maldade, mas acredito que venha mais por estar tão enraizado que se uma mulher levanta a voz, tenta demonstrar ideias diferentes, delega tarefas ou repreende alguém é logo vista como mandona, como alguém que está "a levantar cabelo".

Deixo-vos um vídeo do movimento. E aqui o respetivo site. Para ver, reflectir e mudar pensamentos e atitudes.


13 de março de 2014

I (do pronome pessoal "Eu" em Inglês)

Corrijam-me se estiver errada, mas acabei de me aperceber que a língua inglesa é a única/das poucas/uma das algumas línguas em que o pronome pessoal "eu", ou seja I se escreve sempre com letra maiúscula. Eu sei, eu sei, tanta coisa para reparar no mundo, eu sei, mas... Pôs-me a pensar que inconscientemente termos o hábito de escrever a nossa referência, o nosso Eu com maiúscula pode ser lido (ou não) como uma forma de olharmos mais para nós. Foi isso que me pôs a pensar a minha descoberta (uau!). Há mesmo que cuidar mais de nós. Olhar mais para nós. Tratar de nós. Mimar. Arranjar. Nutrir. Hidratar. Ginasticar. Correr. Cometer excessos que só nós gostamos. Passar uma hora a fazer coisas que só nós gostamos. E na frenética dos dias é provável que estas coisas nos passem ao lado. E, por isso, é sempre bom ter um lembrete bem visível disso. Nem que seja na forma de escrita. I matter. I do. I am.



12 de março de 2014

os blogs e o anonimato

Às vezes quando vou na rua ponho-me a observar as pessoas. Faço isto muitas vezes. Isto agora soou muito creepy. Bem visto, muito creepy mesmo. Mas sim, gosto de observar pessoas. Na rua, nos shoppings, no metro, até parada no trânsito. Em primeiro, gosto de ver modelitos, trapos, maquilhagens, cabelos. Em segundo, também gosto de ver trambolhos, mas nem tanto, que os meus olhos são preciosos e sensíveis. Em terceiro, gosto de imaginar que vidas vão ali. Que famílias. Que amigos. Se aquela pessoa hoje já passou por algum desafio. Se está confiante. Se está insegura. Se está apaixonada ou de coração partido. Se será uma boa pessoa. Se já cometeu alguma boa acção hoje. Se já magoou alguém hoje. E dentro de todas estas análises, recentemente incluí a de "Será que tem um blog?". Será que eu já vi o blog dessa pessoa. Será que essa pessoa vê blogs? Ainda não me ponho no armanço de pensar "Oh meu deus! Será que já passou pelo meu estaminé?" Lá chegaremos, que há dias em que o nível de paranóia me pode dar para isso. Mas, e continuando na temática da possibilidade das pessoas que passam por nós terem um blog, eu acho que é mesmo muito grande. Há muitos blogs, muitas pessoas, muitas palavras já escritas. E é bom ser assim. E é bom este ser um lugar em que (os que assim o querem) se possa ter um anonimato. Nunca pensei quando criei o estaminé dizer logo quem era, de o partilhar com conhecidos. A mim não me fazia sentido. Seria apenas uma maneira de o que conto às minhas pessoas pessoalmente (uau!), passar a contar por palavras. E, para mim, não fazia sentido. E o anonimato é bom. É bom poder vir para aqui desenrolar este mundo e o outro e ser só a Sofia. Não a Sofia que tem certa família, que namora com certa pessoa, que tem certo grupo de amigos, que vive em certo sítio, que andou em certa escola, que andou em certa universidade, que que tem certo carro. E gosto de ver isso nos blogs que leio. Há mais transparência. Em alguns, está ali a verdadeira essência da pessoa. A escrita faz-nos isso. E, por isso, sim gosto de ir na rua e imaginar se aquela pessoa tem um blog e se algum dia lerei alguma coisa escrita dessa mesma pessoa.

4 de março de 2014

l'oreal skin perfection. 3 in 1 Purifying Micellar Solution. review #4

Em sequência do que andei a contar aqui, aqui e aqui, trago-vos o último produto da linha L'oreal Skin Perfection. Último dos que já experimentei pois com a promoção que consegui no duty free venho, ainda, um BB cream, também desta linha que ainda está por experimentar (espreitem aqui entretanto).

Hoje é dia da 3 in 1 Purifying Micellar Solution.

Esta solução micelar promete remover a maquilhagem, remover impurezas, desincrustar poros e actuar como tónico que suaviza a pele.




Da parte desmaquilhante da coisa, é daquele tipo de produtos (como os chamados desmaquilhantes bifásicos) em que o que tem de bom é o facto de colocarmos o produto num algodãozinho, colocarmos em cima do olho, deixar actuar, remover e já está. Não há que esfregar e quase tirar o globo ocular fora. Quando eu digo "e já está" não quer dizer que baste uma passagem. Não. Há que repetir o processo umas duas ou três vezes.
Quanto à parte de limpeza e tonificação achei realmente muito bom. O produto é mesmo muito suave, parece água e gosto muito de o aplicar. Se o acho maravilhoso, espectacular, can't live without? Não. Mas também acho que isto é de gostos. Não gosto só de lavar a cara com este tipo de produto. Sabe-me sempre melhor (e noto mais diferenças) quando utilizo produtos em gel. No entanto, para os dias em que há menos tempo, para pessoas que colocam bastante maquilhagem de difícil remoção, acho que é um bom produto e com um preço muito bom. Novamente, guio-me por aqui, onde está a €6,49. Se o voltarei a comprar? Provavelmente não. Até porque não o tenho usado todos os dias. No entanto, reforço que é um bom produto, consoante as necessidades de cada pessoa e tem um bom preço.

Resumindo um bocadinho toda a linha, gostei mesmo muito (ainda estou a usar o Hidrante, o Serúm já se foi e o Creme de Olhos já vou usando cada vez menos). Nota-se, essencialmente, que é uma linha específica para os 20-30 anos, dado que é um meio termo entre os produtos que andam por aí, que se situam nos dois extremos: ou para peles muito secas (e já a introduzir propriedades anti rugas) ou peles muito oleosas (e já a ser matificante demais e a tirar o ar luminoso saudável da pele).
Para mim, é um bocadinho acima em termos de preços daquilo que costumo comprar e, confesso, nestas coisas gosto sempre de ter o produto fisicamente em loja para o comprar. Por isso, L'oreal se me estás a ouvir, manda para cá mais produtos que tens cliente (mais uma pelo menos).

oscars 2014. recap

Frozen ganhooooooooooooooou. Melhor Filme de Animação E Melhor Canção Original. Vêem? Tudo o que se pede aqui na barraca, realiza-se. Upa, upa. Foi um bocadinho pena a Idina Menzel ter desafinado um bocadinho (bocadinho pequenino vá), mas estava nervosa e já devia estar com alguma pressa para cantar, que esperou muito tempo.

O Clube de Dallas também arrumou com duas estatuetas. Melhor Actor Principal e Melhor Actor Secundário. Eu bem vos disse que era muito bom pessoas!

Quanto aos trapos. Ponto número um, foram todas muito seguras. O que é sempre melhor do que entrarem para o festival dos horrores, mas também não nos deixam com um Uaaaaaaaaaaaaaaaaau. Ainda assim, tenho os meus uaaaau's, mais pequeninos, mas de valor.


Amy Adams. Se é para ir pela elegância, é isto mesmo. E adorei o toque dos brincos vermelhos, especialmente, por não serem o esperado azul a combinar com o vestido. Já disse que odeio matchy-matchy's?


Cate Blanchet. Esta convenceu-me por ser o exemplo do quem pensou (não que tenha sido ela) em todo o conjunto. Não gosto muito do vestido de perto, fico especada a olhar para pequenas bolas cintilantes. Assim de longe, acho fantástico. Assenta-lhe perfeito. Cabelo perfeito. Brincos perfeitos. Maquilhagem perfeita. E uma elegância, também, perfeita.



Lupita Nyong'o. Uma cinderela nos Óscares. Adorei a cor do vestido. Adorei a fluidez do vestido (daí ter posto esta foto, em que ela não está assim tão bem, mas olhem-me para aquele fluir!)

De make-up's e seguindo (ou ditando) tendências foi tudo muito carinhas bem lavadas, com pele perfeita e nude! Nude por todo o lado. Quem notei que arriscou assim mais e marcou mais os olhinhos (fantásticos se se pode dizer) foi a Angelina Jolie.


O cabelo estava também flawless. E também gostei muito do vestido. E gostei de ver o casal. Gosto sempre. Um dia até me podiam adoptar a mim do tanto que eu gosto deles.

De coisinhas deprimentes, lá está como a maior parte jogou pelo seguro não vi assim grandes escândalos. Mas que os há, há. Deixo só um, que o blog é recente e eu não quero já assustar pessoas.



Querida Liza, o Soutien filha?! Para o ano a gente combina e passa as duas na primark, que eles têm soutiens baratinhos. É que não há necessidade de ir com isso tudo a badalar. É que não há mesmo.


E, pronto, é isto. Ai nãooo. Já disse que Frozen ganhou? Já, já?





3 de março de 2014

grey's anatomy. take it back

"Looking back, it's easy to see when a mistake has been made. To regret a choice that seemed like a decent idea at the time. But if we used our best judgment and listened to our hearts, we're more likely to see that we choosed wisely. And avoided the deepest, most painful regret of them all... The regret that comes from letting something amazing pass you by."
Meredith Grey (Season 10. Episode 13)


Ou esta série continua a deixar-nos grandes episódios mesmo após tanto tempo.
Ou esta série podia ser mesmo vitalícia.
Ou alguém deveria fazer um livro com muitas citações de Grey's Anatomy.
Ou obrigada Shonda (e o resto da malta) por escreverem assim.

2 de março de 2014

as amizades

Acho que desde sempre fui uma simpático-ranhosinha. Acho que sou de trato fácil, simpática e acolhedora nos contactos normais, seja com desconhecidos, conhecidos, conhecidos mais ou menos, colegas. Mas daí até passar para amigos, entra a ranhosinha. Para passar para amigos, amigos, a quem só devo chamar uns 5 ou 6 é preciso realmente muito tempo. Não sou de dar confianças. Não sou. Mas isso não quer dizer que seja antipática. Além de não ser de dar confianças, sou também muito exigente. É isso. Acho que se pode dizer dessa forma, sou exigente com as pessoas. Pelo menos com aquelas que quero ter comigo. Com as pessoas que não estão à altura da minha exigência eu, provavelmente, acciono a Sofia ranhosinha. Isto pode parecer muito frio (agora que voltei a reler até que parece mesmo), mas não deixo mesmo entrarem na minha vida mais pessoas só porque é socialmente aceitável que todos tenhamos de ter um leque de amigos enorme, que todos façamos grandes declarações públicas dos amigos e das relações, que todos tenhamos de sair em banda e todos os que vierem já são nossos amigos do peito. Quem é feliz assim, a mim dá-me igual. Eu não sou, nem mais nem menos feliz por não o ser assim. Simplesmente não sou. Não consigo.
Consigo sim ter os meus 5-6. E mantê-los. Somos os amigos que não têm necessariamente que ir a correr contar tudo o que se passa na sua vida, ou o que se passou no seu dia. Mas somos os amigos que mobilizam um mundo para estar presente nas celebrações importantes. Somos os amigos que mobilizam tudo em situações de crise. Somos os amigos que quando não há muito que dizer (ou não se quer) estão simplesmente juntos. Somos os amigos que sentem o aperto no peito por saber que o outro está mal. E somos aqueles que, por muito cansados, muito distantes, muito envolvidos na sua própria vida, sabemos sempre que para os nossos amigos-amigos, nós somos também amigos-amigos.

oscars 2014

E quem é que amanhã vai ficar acordadinho a ver The Oscars? Eu não prometo nada. Mas tenho três pedidos:

1) Que a musica "Let it go" de Frozen ganhe para melhor canção. E que o próprio do Frozen ganhe para melhor filme de animação. Queria tantoooooo.

2) Que haja trapinhos bons de se ver.

3) Que haja trapinhos muito maus de se ver, pirosões mesmo, para nós aqui podermos comentar. E para segunda de manhã ao pôr os nossos trapinhos nos orgulharmos de não fazer assim-um-trabalho-tão-mau.

Da minha parte, já fiz check a estes filmes. Afinal, esta é a melhor época do ano para se ir ao cinema.


American Hustle / A Golpada Americana
Gostei muito. Da história. Da reviravolta. Fez-me rir. E eu nem gosto de comédias.



Dallas Buyers Club / O Clube de Dallas
Adorei este filme. Adorei todos os aspectos que aborda. Adorei as representações. Para mim, um dos melhores. Só de estar a escrever dá-me vontade de o ir ver outra vez.



Her / Uma História de Amor
Entrei no cinema a dizer que ia chorar com este filme e que ia sair a sala pior do que entrei. Fui o caminho todo a pensar que me ia arrepender porque me ia pôr triste. Quando a história é sobre um homem que se apaixona por uma voz de inteligência artificial de um sistema operativo não pode correr bem, não é? Pois, mas sem dizer nada sobre o filme ou o final, só digo que não saí de lá triste. Não saí pior do que entrei, mas saí diferente. Gostei mesmo muito do filme. E dá muito em que pensar.



Gravity / Gravidade
Com este fui para o cinema sem saber sobre o que era o filme. Para ser sincera nem sabia que filme íamos ver. Quando mi pareja me disse, no carro, que íamos ver um filme sobre astronautas, eu só tive tempo de soltar um esganiçado "Sobre ASTRONAUTAS?! Não quero ir ver um filme de astronautas...". Pois bem que lá fomos. E sendo um filme no qual, a maior parte do tempo só está uma actriz em cena (a Sandrinha a navegar pelas estrelas), também se podia pensar que isto podia correr muito mal. Mas também não. Gostei muito. Especialmente pela surpresa que foi.



12 Years a Slave / 12 Anos Escravo
Este é para sair do cinema, definitivamente, pior do que entramos. É revoltante e extenuante de assistir. É bom. Muito bom. Mas está a concorrer com muito bons filmes. E, ao contrário, do que acredito que aconteça para muita gente, não é um dos meus favoritos.



Sem vos querer maçar muito, já disse que quero que o Frozen ganhe tudo? Pois quero. Ouçam a música. E não digam que não vos dá um boost de energia, força e desejo de liberdade. Vejam o filme inteiro. E não me digam que o mundo da Disney (e o mundo inteiro esperemos) não está, lentamente, a mudar.