Mostrar mensagens com a etiqueta Opinion. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Opinion. Mostrar todas as mensagens

1 de agosto de 2014

Signos e seus defeitos

Gosto disto dos signos que se há-de fazer? E gostei muito desta conversa. A senhora também não conhecia e pelos vistos lançou um livro. Quem gostar de signos e quiser saber um bocadinho mais sobre os seus defeitos (não é fácil de ouvir, mas...) veja aqui.

E sim, também espreito de vez em quando os vídeos do você na tv. Mudem de país e depois digam-me alguma coisa.

30 de julho de 2014

Maravilhas capilares - Máscara e Shampoo Óleo Extraordinário

Esta vai ser boa! Acredito que muita gente já conheça, use e até seja fã (eu, eu, eu!) do óleo para cabelo da L'oreal Oléo Extraordinário. Eu falei dele já há algum tempo aqui. Andava aqui nas minhas lides pela Holanda e como já vos referi as coisas não estabilizaram logo, não tinha as minhas coisinhas, etc e tal. E apercebi-me que andava há uma vida sem fazer uma máscara de cabelo. Agora pago por isso. Mas mais vale tarde do que nunca. Esta gente adora promoções. Todas as semanas lojas próprias dedicadas a beleza, cuidados de pele, cabelo, maquilhagem fazem promoções. E que promoção é que eu apanhei? 2 produtos da L'oreal (máscaras escolhidas) por 6€! Isso mesmo. Umas coisas mais caras têm de compensar outras e eu aqui posso dizer que em cosmética consigo muito bons negócios. Estava eu na loja decidida a trazer uma máscara de cabelo da L'oreal (que nunca compro, porque normalmente uma máscara custa à volta dos 5-7€) e os meus olhinhos batem na gama "Óleo Maravilhoso". Eu até hoje só conhecia o óleo, pelo menos até sair de Portugal não me tinha apercebido se havia aí ou não. Não pensei duas vezes e veio comigo a máscara e o shampoo da mesma gama.

 photo 14e73694-f8ed-44d1-ba2a-9e54f1980a9f_zps61e9ce21.jpg

Estes são os dois produtos que só pela embalagem gritam que são irmãos do óleo.


 photo b6534b89-9bb8-471c-98de-c0278b289dcf_zps922190d3.jpg photo 940f5e94-31a3-4546-9ac4-f0bb160f9b93_zps30d836a9.jpg

Começando pela máscara. É extraordinária (como o nome!). Tem uma consistência fantástica, muito espessa. E o cheirinho é igual, igual, igual ao do óleo. Fiquei já muito satisfeita na aplicação no banho, nota-se que o cabelo absorve mesmo o produto. Na primeira utilização notei logo diferenças. Como vos disse o meu cabelo já não via uma máscara há algum tempo e isso também pode ter contribuído para ter notado TANTA diferença. No entanto, já vou para a minha 5ª utilização e a opinião mantêm-se. É mesmo uma muito boa máscara para quem quer uma hidratação normal (não é reparadora), gradual e semanal.

 photo e700f81e-8280-44a4-a5a3-77cd1a4a24e3_zps0790dea0.jpg

E depois há o shampoo que trouxe para aproveitar a promoção e foi outra surpresa maravilhosa. A textura dele é mesmo de óleo, o que faz alguma confusão de início pois eu senti a falta da espuma. Mas a sensação boa de hidratação que dá supera a falta da espuma habitual de um shampoo. 

Não é preciso dizer que estou cheia de vontade de ir buscar o amaciador/condicionador para a família ficar completa, pois não? 

29 de julho de 2014

para ver, parar, reflectir, mudar


Mais uma prova de que há expressões que usamos e abusamos quando deviamos ficar de boca fechada. E usamos connosco próprias, as mães usam com as suas filhas, as amigas entre si. E o ciclo continua e não muda. Só aumenta. Vamos deixar-nos de porcarias. As tradições são muito lindas. As piadinhas também. Mas depois não nos podemos queixar das diferenças de tratamento. Dos salários. Da carga de tarefas. Dos tipos de empregos a que nunca chegamos. De não levantarmos a voz. De assumirmos (e outros assumirem) que precisamos de ajuda para cargas pesadas. O mundo só muda quando os prejudicados também fazem por mudar. E se a mudança for verdadeira e sem vergonhas. E sem piadas. Afinal somos todos feitos das mesmas células. E nascemos todos com o direito de vingar por cá.

26 de julho de 2014

MH17

Ter estado aqui quando aconteceu fez-me mais distante a querer falar no assunto. Não sei se por estar mais de perto. Não sei se por (mais uma vez) ter ficado chocada com o mundo. Não sei se por a realidade de ter de apanhar um avião ser cada vez mais o meu lugar comum e dos meus. Sei que se penso muito no assunto me dá raiva. Sei que estou aqui há tão pouco tempo mas que soube de alguém que conhecia alguém que conhecia alguém que estava lá. E se eu que estou aqui há nem meses grandes vi ligações que será das pessoas que têm toda a sua rede de família e amigos aqui? Que forças ficam para lutar quando nos é retirada a vida assim? Quando nem por acidente se pode dizer que é, nem mistério, nem coisa nenhuma? Quando é única e simplesmente por estupidez? Por coisas que não nos dizem respeito nenhum? Dá muita raiva. Na quarta-feira começaram a chegar à Holanda os primeiros corpos e fez-se um minuto de silêncio e celebrações no centro. Os meus pensamentos (ainda que fuja deles, como confesso aqui) estão nas famílias. Que podiam ser, literalmente, qualquer um de nós.





Um vídeo de uma largada de balões no centro de Amesterdão, aqui.




24 de julho de 2014

Real Techniques


Finalmente (será bom o uso da palavra?) perdi o amor ao dinheiro e encomendei uns pincéis da Real Techniques. O tempo que eu já tinha gasto a ver o site oficial, a ver reviews em blogs, em vídeos. E a conclusão era sempre a mesma: ninguém dizia mal, toda a gente dizia bem. Fiz até, para aí em 1947 aqui um post a perguntar conselhos de pincéis e quem veio à baila? Pois, os Real Techniques. Mas o preço e o facto de não lhes poder por a mãozinha antes de comprar demoviam-me sempre. Até que descobri que fazer comprinhas na Amazon da Alemanha e enviar aqui para a minha nova terra (Holanda para os mais distraídos) a partir de certo valor já não pagamos portes. Música para os meus ouvidos. Lá fui eu investigar. E quando tal já estava só à distância de um click.
Chegaram ontem e quando abri a porta ao carteiro e vi que era uma caixinha da Amazon até me apeteceu dar-lhe um abracinho.
Para começar pedi a Core Collection e o Expert Face Brush.
Ainda não os experimentei. Estão tão bem arrumadinhos e lindinhos. Mas assim que experimentar quero vir cá deixar review. Acredito que já não haja assim muitooooooo a dizer. Mas pelo menos venho cá deixar o meu entusiasmo!

Real Techniques


Tenho medo que não fique só por aqui. Há por aí mais pessoas rendidas a estes meninos?

12 de maio de 2014

perdida na cidade

A parte mais bonita de conhecer uma nova cidade é perdermo-nos nela. Não o perder no sentido literal, que isso se tiver algo de bonito só se for aliado ao cómico. Mas quando digo perdermo-nos numa cidade nova é quando andamos por ruas sem destino, sem ir de encontro aos sítios turísticos, sem saber que rua vai dar a que rua, sem saber o que vamos almoçar nesse dia ou em que lojas vamos entrar. Hoje foi o meu dia de me perder na cidade. É, também o último dia sem ter "obrigações e, por isso, tinha de ser bem aproveitado. Comecei a manhã no sítio mais cliché - com um Starbucks - mas ter wifi grátis e sem mezinhas dá-lhe sempre pontos. E o latte é bom. E são sempre locais giros e convidativos a trabalho. E foi isso que estive a fazer, a adiantar trabalho, agendar a semana, enviar emails (qualquer dia o meu email entope, como eu gostava de saber como era o mundo antigamente!). Depois foi altura de por a mochila às costas e descobrir. Dei voltas muito grandes por sítios onde já tinha passado. Descobri novas lojas para comprar as coisas básicas que uma pessoa precisa. Descobri que os tampões cá são mais baratos (va-se-lá saber porquê). Descobri que há coisas que são bem mais caras. Descobri que outras são assim-assim. Descobri que esta gente e os almoços não tem nada (mas nada mesmo) a ver com Portugal. Almocei no sempre fiel e que nunca desilude Subway. E do nada, sem o saber, ter lido ou pesquisado, fui ter à maior rua de compras aqui da terra. Ainda não a fiz toda. Parei agora mesmo para recarregar as baterias. Impressionante o que vim a descobrir quando não fazia mesmo ideia de que isto existia. E tanto sítio para gastar dinheiro. Mas voltando ao ínicio. Isto de conhecer uma cidade ganha mais encanto ainda quando nos perdermos nela e gostamos. Quando percebemos que além dos cantinhos que queremos muito visitar, dos que já vimos e gostamos, ainda há outros cantinhos sempre à espera de nos surpreender.

6 de maio de 2014

Sobre isto de fazer as malas e mudar de vida

Já não é a primeira vez que o faço. Mas é a primeira mais a sério, mais adulta, mais por mim e sem intermediários, sem burocracias ou a quem recorrer se a coisa der uma bocadinho para o torto. Há algo fascinante sobre termos a oportunidade de mudar tudo de um dia para o outro. Literalmente de um dia para o outro mudamos tudo. Enfiamos tudo o que consideramos indispensável para dentro de uma ou duas malas, na esperança de que o que levamos lá dentro nos conforte e nos deixe continuarmos a ser nós próprios em sítios diferentes. A triagem que temos de fazer para fazer as malas para nos mudarmos para outra parte do globo é uma triagem ingrata. Pelas coisas mais fúteis como não podermos trazer as 30 combinações de roupa, acessórios e calçados perfeitos (e maquilhagem e cosméticos e aquela toalha de banho tão suave e fantástica) até as coisas que seriam realmente indispensáveis de trazer nas nossas malas, as pessoas que ficam. Sou uma afortunada com as relações que tenho. Lamento informar-vos mas não são vocês que têm os melhores amigos do mundo, sou mesmo eu. E essa é a parte menos fascinante disto de mudar de vida, ficar longe. Como tenho os melhores amigos do mundo é um longe físico apenas. Isto de mudar de vida, contrariamente ao que se possa pensar, faz-nos ficar mais perto das pessoas. A preocupação aumenta. As novidades são contadas com maior entusiasmo. Olhamos mais para as pessoas. Sentimos mais os tremores nas suas vozes. Respeitamos os dias em que não há chamadas. Festejamos os dias em que há chamadas. Deitamo-nos tardíssimo depois daquelas chamadas que deviam ter durado 5 minutinhos e duraram quase 2 horas. Estar longe aproxima as pessoas. E é por isso, que nesta coisa fascinantemente assustadora de mudar de vida sei que tenho mais a ganhar do que a perder. E é exactamente isso que digo, penso e repito para mim própria nos momentos de maior aflição. Estou longe. Mas estou perto. Estou bem. E a caminhar para ser (ainda) mais feliz.

15 de abril de 2014

crua

Este vai ser um texto mais cru e mais duro. Acredito que a função de educar seja a mais difícil do mundo. Acredito mesmo e tenho muito medo se eu um dia vier a ter essa função. Acho-a difícil e ingrata, porque errar é o mais certo de acontecer. O papel de um pai/mãe é um papel que junta o certo e o errado na mesma frase. Devo muito aos meus pais que nunca me faltaram com nada, que me apoiaram, que me incentivaram a estudar, a procurar sempre mais e melhor. Mas sei que erraram. Já o sei há algum tempo e sinto-o, ainda hoje, quase todos os dias. E não gosto de usar o verbo errar, porque sei que se o fizeram não foi em consciência, não foi com intenção, não foi com maldade. Sei que há muitas pressões sociais sobre como devem ser os filhos, como se deve educar, como se deve ver e aceitar o crescer e que os pais acabam por levar com essas influências. E depois há os irmãos. E já li muito sobre pais que defendem que não há preferências. Não sei se em alguns casos não há mesmo, não sei se as escondem, não sei se estão formatados para as esconderem. Sei que no meu caso eu as senti e, ainda, sinto. Já me afectou muito, já culpei o meu irmão, já estive zangada interiormente, já passei pela mágoa. Hoje em dia, vivo sabendo que é assim, como um facto adquirido, sem que me afecte. Já não culpo o meu irmão, já nem culpo os meus pais. Simplesmente aceitei, da forma mais crua que sei, com sarcasmo, com piadas e com muito pouca dor. Sei ainda que os meus pais não conhecem o meu verdadeiro eu. Sei que me amam, defendem e se orgulham com toda a sua força. Mas sei também que as vitórias se festejam mais portas foras do que interna e interiormente, que as novidades contam mais para fora do que para os interessados, que os problemas são maiores fora do que a resolução que têm por dentro. Sei que aquilo que vêem em mim, além do que verdadeiramente sou, tem mais um bocadinho. E esse bocadinho não é meu, é um projecto deles que não existe, que não combina comigo, que não sou verdadeiramente eu em muitos sentidos. E vivemos todos como se esse mesmo bocadinho existisse. Se me sinto ingrata quando penso assim sobre eles? Muito. Muito mesmo. Se tenho uma pequena raiva em mim por ter de viver assim? Mentiria se dissesse que não. Não sou mãe e repito que acredito que seja mesmo, mesmo, muito difícil. E, por isso, comecei por dizer que seria crua aqui. E por mais cru que seja dizê-lo, eles falharam em mim. E, provavelmente, nunca o saberão, nem nunca entenderão. Tive a sorte, o destino, não sei o que foi, mas fui abençoada com o resto das pessoas que fui encontrando ao longo da vida. Agora que olho para trás sei, com todas as forças, que me tornei no melhor que me podia ter tornado. Tenho uma força muito própria e muito minha. Se já alimentei essa força com alguma raiva, alguma mágoa, algum desprezo? Já e tento cada vez menos fazê-lo, pois não gosto da pessoa que me torno quando penso mais assim. Não quero nunca, nunca, nunca ser injusta com eles. Sei que dariam tudo por mim. Mas sei, também, que me questiono se esse "mim" sou eu mesma ou se, esse "mim" sou eu com mais aquele bocadinho. E pergunto-me, e entristeço-me, e revolto-me porque, bem no fundo, sei que o "mim" é o meu projecto e não sou eu.


14 de abril de 2014

prove your worth


Contra mim falo mas passamos uma vida a fazê-lo. É preciso ter uma força muito grande e uma capacidade para parar, distanciar e avaliar bem para o fazer. Deixar sem pensar. Porque se tivermos que provar alguma coisa é a nós próprios. E passamos uma vida a fazer o contrário. Se achamos que temos de provar alguma coisa a alguém estamos a esquecermo-nos de nós. E, aí, o melhor mesmo é absolutely and utterly walk away. 

11 de abril de 2014

para todos os que enfrentam desconfortáveis momentos familiares



Era tão bom às vezes poder responder assim. E quem diz a esta pergunta diz a outras. "E casar?". "E um filho?". "E um segundo filho?". "Não vão comprar casa?". "E só vão ter um carro?". Ficava aqui uma tarde e não tenho tempo.

P.S. Tias que andem por aí. A imagem é relativa às tias, mas podia ser qualquer elemento da família, da tetra-avó ao periquito. Vá, não fiquem melindradas.