Reparei que já tenho uma boa coleção de cartãozinhos daqui desta terra. Deve ser, também, por estas coisas que uma pessoa começa a ver o seu nível de integração na sociedade. Digo eu.
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4 de agosto de 2014
3 de agosto de 2014
ikea laranjinha
É uma alegria receber o nosso novo cartão ikea cá em casa. E em versão Holandesa. Ultra laranja claro está.
31 de julho de 2014
Comidinha e novo vício
Ando viciada nesta wafers de arroz (tipo tortitas de maiz) com chocolate preto. São do LIDL (aqui também há!) e encontrei-as na caixa já mesmo à saída. As tortitas ou wafers são muito crocantes e o chocolate é mesmo preto, ou seja não são nada enjoativas. Não levam açúcar por aí além, mas também não são santas, claro. Eu costumo comer uma de cada vez. Pus duas para a foto para ficar mais bonito visualmente. Viram como eu me preocupo com os vossos olhinhos? Aqui acompanhei com iogurte líquido magro morango-banana também do LIDL. Dos pacotes grandes, aqui não se vendem embalagens pequenas. Diz que não é ecológico, mas isso também dá letras para outro post.
Se puderem experimentem. Mais indicado para dark chocolate lovers.
30 de julho de 2014
amsterdam #6
Uma das coisas maravilhosas por aqui é a liberdade/à vontade/normalidade para a venda e compra de artigos em segunda mão. E o que isso facilita as coisas. A começar pelas bicicletas. Nunca me tinha apercebido que uma bicicleta nova poderia ser tão cara (começarem em 250€ não é nada atípico). E depois há o problema de serem roubadas. Uma bicicleta nova dá muito mais no olhos e é muito mais apetecível aos filhos-da-puta dos ladrões. O meu veículo de duas rodas é em 2ª mão. Estende-se também à mobília. E desenganem-se não são só estudantes em movimento que vendem tudo, as famílias holandesas também. Temos uma cama num quarto comprada em segunda mão a uma família que não a vendeu por necessidade dita de dinheiro. Eles pensam mais em "Porque não fazer aqui 30, 40 euritos?". Nós, pelo contrário, acatrafuamos móveis e coisas e tralhas porque não sabemos o que lhes fazer, mas também nunca nos passa pela cabeça vender. Pelo menos a mim nunca me passou. Até estar aqui. Agora coisas deixadas pelos antigos inquilinos são para mim negócios. Existem imensos grupos de facebook, existe o marktplaats (uma espécie de ebay muito holandesa que tem tudo, mas tudo mesmo em 2ª mão) e, ainda, feiras e mercados de rua onde se encontra de tudo um pouco. À conta dos estudantes em movimento, que são mesmo muitos, até já conseguimos coisas grátis! E quando se está a montar uma casa longe de casa, onde não se pode ir a casa da avó roubar uma cadeira, ao tio roubar umas panelas velhas, à mãe trazer tudo quanto é talheres e lençois, dá mesmo muito jeito!
Gosto deste espirito despreocupado do que já não me serve a mim pode servir a outro, sem ter vergonha ou sem ter o pensamento "vou usar lá as coisas dos outros, prefiro ter as minhas", que é um pensamento tão pequenino, tão pequenino e que no fim do dia nos leva a gastar mais e a puxar menos pela cabeça. Palavras de ordem: adaptar e descomplificar. Gosto desta gente.
Gosto deste espirito despreocupado do que já não me serve a mim pode servir a outro, sem ter vergonha ou sem ter o pensamento "vou usar lá as coisas dos outros, prefiro ter as minhas", que é um pensamento tão pequenino, tão pequenino e que no fim do dia nos leva a gastar mais e a puxar menos pela cabeça. Palavras de ordem: adaptar e descomplificar. Gosto desta gente.
26 de julho de 2014
MH17
Ter estado aqui quando aconteceu fez-me mais distante a querer falar no assunto. Não sei se por estar mais de perto. Não sei se por (mais uma vez) ter ficado chocada com o mundo. Não sei se por a realidade de ter de apanhar um avião ser cada vez mais o meu lugar comum e dos meus. Sei que se penso muito no assunto me dá raiva. Sei que estou aqui há tão pouco tempo mas que soube de alguém que conhecia alguém que conhecia alguém que estava lá. E se eu que estou aqui há nem meses grandes vi ligações que será das pessoas que têm toda a sua rede de família e amigos aqui? Que forças ficam para lutar quando nos é retirada a vida assim? Quando nem por acidente se pode dizer que é, nem mistério, nem coisa nenhuma? Quando é única e simplesmente por estupidez? Por coisas que não nos dizem respeito nenhum? Dá muita raiva. Na quarta-feira começaram a chegar à Holanda os primeiros corpos e fez-se um minuto de silêncio e celebrações no centro. Os meus pensamentos (ainda que fuja deles, como confesso aqui) estão nas famílias. Que podiam ser, literalmente, qualquer um de nós.
Um vídeo de uma largada de balões no centro de Amesterdão, aqui.
24 de julho de 2014
Todos os dias são dias felizes
Todos os dias acordo feliz. E ao escrever isto com todas as certezas que é verdade deixa-me ainda mais feliz. Isto de cultivar a felicidade nas pequenas coisas e todos os dias é mesmo uma espiral. O ter mudado de vida não foi fácil. Estou agora a estabilizar aqui, a ter o meu próprio espaço, a ter as minhas burocracias tratadas, a ter as minhas coisinhas. Mas isso demorou tempo. E esse tempo ensinou-me que precisamos de muito pouco para sermos felizes. Tive muitas das minhas coisas fechadas nas malas que tão meticulosamente planeei como indispensáveis. Tive de adaptar sistemas para ter espaço para as minhas rotinas, fossem os cremes, os livros, os documentos, as maquilhagens, a roupa, sapatos, recordações, tudo! Tive de adaptar para que coubesse tudo num pequeno espaço que não era só meu. Tive de aprender a idealizar uma casa minha sem a ter. A ver peças lindas e práticas que não fazia sentido comprar. E, agora, que já tenho a casinha (que é linda, linda, linda e nossa!) sou mais contida. Sei que o tempo vai pôr tudo no lugar. Sei que não precisamos de muitas coisas. Sei que há muito que se pode adaptar e muitas coisas por onde se pode poupar. Este país também nos ensina muito disso. Mas isso deixo para outro post. Comecei por dizer que acordo todos os dias feliz e não queria divagar muito. Sou feliz porque acho realmente que agora estou no sítio certo, com a minha pessoa certa. Se me faltam coisas, pessoas, momentos? Faltam e continuarão a faltar. Mas continuo também a acreditar muito nas pessoas. E as que deixei e que são as minhas pessoas, continuarão sempre comigo.
Acordo todos os dias feliz porque estou tão, mas tão grata desta oportunidade. Grata de quem quer que esteja a olhar por nós, está a olhar bem por nós. Está a tratar-nos bem. A vida é para ser vivida. E eu gosto de viver (cada vez mais) a minha. A nossa.
Acordo todos os dias feliz porque estou tão, mas tão grata desta oportunidade. Grata de quem quer que esteja a olhar por nós, está a olhar bem por nós. Está a tratar-nos bem. A vida é para ser vivida. E eu gosto de viver (cada vez mais) a minha. A nossa.
22 de julho de 2014
perdões e justificações.
Já muita coisa aconteceu (a mim e ao Mundo, oh se aconteceu!) desde a última vez que cá vim. Podem não acreditar mas ainda que não escreva aqui, ainda que não vos comente por aí, ainda que por vezes leia mais na diagonal, acabo sempre por estar a par de tudo. Infelizmente o tempo e a vontade têm-me afastado de cá. Até hoje. Fui pôr uma carta ao correio (que aqui não existem, estão inseridos nas papelarias) e os meus olhinhos pararam na VOGUE holandesa. Ora eu não estou cá para mais de um mês e só agora é que reparei nela. Não, nada disso. Mas a bichana cá custa €5,95! E, por isso, nunca veio comigo para casa (eu na altura também não tinha casa, mas isso também são outros quinhentos...). Hoje, quando lhe botei os olhinhos estava a bichana, a VOGUE NL, essa mesma, a €2,95. Lá contei as minhas moedas e fui toda feliz até à caixa. E quando sai da papelaria, passou-me um post pela cabeça. Que acabou por não ser este. O post teria sido apenas "Agora sim, estou integrada. Já tenho a minha revista de sala.". E só esse pensamento fez-me sorrir de pensar em vir cá escrever. E logo a seguir fiquei triste. Por não ser persistente. Por deixar sempre o blogue morrer. E isto faz-me bem. E eu tenho tanto, mas tanto para escrever por aqui.
17 de junho de 2014
amsterdam #3
Tenho tanta, mas tanta vontade de arranjar
uma bicicleta. Isto deve pegar-se. E os preços (assim para o carotes) dos
transportes também ajudam à festa. É que quero ter uma. Vai ser uma aventura porque eu em pequena
deixei a minha mini bicicleta e nunca tive uma dos grandes. Andei numa
bicicleta de adulto no máximo umas 3 vezes e meia, maaaaaaaas... Isto vai lá. E já imagino a
minha bicicleta bem pirosona. Bem colorida, cheia de flores e acessórios. Pois
claro. Para se ver duma ponta de Amesterdão à outra.
10 de junho de 2014
amsterdam #2
Ouvi hoje na rua por um português (eles andam
mesmo aí):
"- E as alheiras? Não há como
enganar. É fazer 3 furos com um garfos, pôr no forno e sai um bocadinho de
Portugal de lá de dentro."
Ainda não estou cá há tempo suficiente
para me dar os desejos. Mas achei a lógica fantástica. Entretanto já descobri uma loja portuguesa (eu não vos disse que eles andavam aí?) que tem
rissóis, bolinhos de bacalhau, pastéis de belém, ... Basicamente, tudo a que uma pessoa tem direito. Já não estamos
mal.
8 de junho de 2014
Amsterdam #1
Amesterdão em 3 palavras (guardadas no primeiro dia cá):
- Bicicletas
- Calma
- Janelas
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