8 de agosto de 2014

Carinha lavada

Desde que me comecei a interessar mais por esta coisa da beleza, maquilhagem e outro que tais, que se há rotina que entrou e nunca mais saiu, dê lá por onde der, venha quem vier, caia o que cair, é a limpeza de pele. Maquilhe-me ou não. Tenha ficado o dia todo em casa imaculada. Tenha apanhado uma chuvada (acontece por aqui). E hoje deixo-vos os meus produtinhos. Uma rotina que já estabeleci e, por muito que goste de experimentar outros produtos, estes são os do meu coração e acabo por comprar sempre os mesmos.


Importa dizer que eu tenho a pele mista e de vez em quando a minha zona T ganha vida própria. Ganho daqueles pontinhos brancos muito pequeninos, que me mexem com os nervos e, por isso, tento sempre ter produtos próprios e que funcionem para mim.



Começando pela DESmaquilhagem. Descobri a Água Micelar da Garnier e, se me é permitido o exagero, a minha vida mudou. Deixei as toalhitas desmaquilhantes e passo um a dois algodões com isto na cara toda. Em dias que não abuso da maquilhagem dos olhos, retiro a mesma apenas com a água micelar. Sai tudo muito bem. Não irrita os olhos e não é preciso estarmos uma vida a esfregar. Aliás eu nem chego a esfregar. Passagem após passagem e está feito.



Este é um produto desmaquilhante bifásico também da Garnier. Muito em conta comparado com outros. E é uma maravilha a remover maquilhagem à prova de água. Rápido e eficaz. Diz ainda que tem a capacidade de densificar as pestanas. Não sei se as põe mais densas ou não, mas pelo menos não mas arranca e deixa-as muito macias após retirar a maquilhagem. Este é o meu salvador quando uso um eyeliner mais intenso, umas sombras duradouras e quando carrego na máscara de pestanas. Aconselho vivamente. É o melhor dentro deste tipo de produtos que já experimentei. E o mais barato. Lá podemos pedir coisa melhor?



De seguida, a limpeza ainda não acabou. Acredito que muita gente pare neste passo, mas não é mesmo de todo suficiente. Lavo a minha carinha com um gel. Uso desde mil novecentos e oitenta e quatro (brincadeirinha) o gel de limpeza (que também é desmaquilhante) da Kiko próprio para peles mistas a oleosas. É um gel com um cheiro muito suave, nada irritante, com uma textura muito boa e que limpa mesmo a pele. Retira os brilhos e tem-me ajudado muito a controlar a oleosidade (agora parece o outro).
Trouxe também um esfoliante muito suave, que é um esfoliante diário da Garnier. Este uso de manhãzinha. É mesmo muito suave dá uma refrescadela espetacular à pele logo pela manhã. De seguida passo, também de manhã, a água micela da Garnier, pois ela além de limpar é, também, tonificante.

Assim, resumindo e organizando, esta é a minha ordem:

Noite
  1) Desmaquilhante bifásico Garnier para olhos (quando necessário) - ver aqui.
  2) Água micelar da Garnier - ver aqui.
  3) Gel de limpeza Cleaning Pure Gel da Kiko - ver aqui.

Dia:
  1) Gel Esfoliante Pure Active Fruit Energy da Garnier - ver aqui.
  2) Água micelar da Garnier

Claro que logo a seguir a estas rotinas vem a hidratação! Nada de começar logo a pintar a tela sem hidratar. Mas isso, deixo para outro post. Lições pequenas, uma de cada vez.
E vocês, o que usam? Alguns destes? Mandei aqui algum bitaite errado? Contem-me tudo pequenas e pequenos!






4 de agosto de 2014

a propósito do post de ontem

Reparei que já tenho uma boa coleção de cartãozinhos daqui desta terra. Deve ser, também, por estas coisas que uma pessoa começa a ver o seu nível de integração na sociedade. Digo eu.




segunda feira e uma ótima semana #16


3 de agosto de 2014

ikea laranjinha

É uma alegria receber o nosso novo cartão ikea cá em casa. E em versão Holandesa. Ultra laranja claro está.


1 de agosto de 2014

Signos e seus defeitos

Gosto disto dos signos que se há-de fazer? E gostei muito desta conversa. A senhora também não conhecia e pelos vistos lançou um livro. Quem gostar de signos e quiser saber um bocadinho mais sobre os seus defeitos (não é fácil de ouvir, mas...) veja aqui.

E sim, também espreito de vez em quando os vídeos do você na tv. Mudem de país e depois digam-me alguma coisa.

31 de julho de 2014

Comidinha e novo vício




Ando viciada nesta wafers de arroz (tipo tortitas de maiz) com chocolate preto. São do LIDL (aqui também há!) e encontrei-as na caixa já mesmo à saída. As tortitas ou wafers são muito crocantes e o chocolate é mesmo preto, ou seja não são nada enjoativas. Não levam açúcar por aí além, mas também não são santas, claro. Eu costumo comer uma de cada vez. Pus duas para a foto para ficar mais bonito visualmente. Viram como eu me preocupo com os vossos olhinhos? Aqui acompanhei com iogurte líquido magro morango-banana também do LIDL. Dos pacotes grandes, aqui não se vendem embalagens pequenas. Diz que não é ecológico, mas isso também dá letras para outro post.
Se puderem experimentem. Mais indicado para dark chocolate lovers.


30 de julho de 2014

amsterdam #6

Uma das coisas maravilhosas por aqui é a liberdade/à vontade/normalidade para a venda e compra de artigos em segunda mão. E o que isso facilita as coisas. A começar pelas bicicletas. Nunca me tinha apercebido que uma bicicleta nova poderia ser tão cara (começarem em 250€ não é nada atípico). E depois há o problema de serem roubadas. Uma bicicleta nova dá muito mais no olhos e é muito mais apetecível aos filhos-da-puta dos ladrões. O meu veículo de duas rodas é em 2ª mão. Estende-se também à mobília. E desenganem-se não são só estudantes em movimento que vendem tudo, as famílias holandesas também. Temos uma cama num quarto comprada em segunda mão a uma família que não a vendeu por necessidade dita de dinheiro. Eles pensam mais em "Porque não fazer aqui 30, 40 euritos?". Nós, pelo contrário, acatrafuamos móveis e coisas e tralhas porque não sabemos o que lhes fazer, mas também nunca nos passa pela cabeça vender. Pelo menos a mim nunca me passou. Até estar aqui. Agora coisas deixadas pelos antigos inquilinos são para mim negócios. Existem imensos grupos de facebook, existe o marktplaats (uma espécie de ebay muito holandesa que tem tudo, mas tudo mesmo em 2ª mão) e, ainda, feiras e mercados de rua onde se encontra de tudo um pouco. À conta dos estudantes em movimento, que são mesmo muitos, até já conseguimos coisas grátis! E quando se está a montar uma casa longe de casa, onde não se pode ir a casa da avó roubar uma cadeira, ao tio roubar umas panelas velhas, à mãe trazer tudo quanto é talheres e lençois, dá mesmo muito jeito! 
Gosto deste espirito despreocupado do que já não me serve a mim pode servir a outro, sem ter vergonha ou sem ter o pensamento "vou usar lá as coisas dos outros, prefiro ter as minhas", que é um pensamento tão pequenino, tão pequenino e que no fim do dia nos leva a gastar mais e a puxar menos pela cabeça. Palavras de ordem: adaptar e descomplificar. Gosto desta gente.

Maravilhas capilares - Máscara e Shampoo Óleo Extraordinário

Esta vai ser boa! Acredito que muita gente já conheça, use e até seja fã (eu, eu, eu!) do óleo para cabelo da L'oreal Oléo Extraordinário. Eu falei dele já há algum tempo aqui. Andava aqui nas minhas lides pela Holanda e como já vos referi as coisas não estabilizaram logo, não tinha as minhas coisinhas, etc e tal. E apercebi-me que andava há uma vida sem fazer uma máscara de cabelo. Agora pago por isso. Mas mais vale tarde do que nunca. Esta gente adora promoções. Todas as semanas lojas próprias dedicadas a beleza, cuidados de pele, cabelo, maquilhagem fazem promoções. E que promoção é que eu apanhei? 2 produtos da L'oreal (máscaras escolhidas) por 6€! Isso mesmo. Umas coisas mais caras têm de compensar outras e eu aqui posso dizer que em cosmética consigo muito bons negócios. Estava eu na loja decidida a trazer uma máscara de cabelo da L'oreal (que nunca compro, porque normalmente uma máscara custa à volta dos 5-7€) e os meus olhinhos batem na gama "Óleo Maravilhoso". Eu até hoje só conhecia o óleo, pelo menos até sair de Portugal não me tinha apercebido se havia aí ou não. Não pensei duas vezes e veio comigo a máscara e o shampoo da mesma gama.

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Estes são os dois produtos que só pela embalagem gritam que são irmãos do óleo.


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Começando pela máscara. É extraordinária (como o nome!). Tem uma consistência fantástica, muito espessa. E o cheirinho é igual, igual, igual ao do óleo. Fiquei já muito satisfeita na aplicação no banho, nota-se que o cabelo absorve mesmo o produto. Na primeira utilização notei logo diferenças. Como vos disse o meu cabelo já não via uma máscara há algum tempo e isso também pode ter contribuído para ter notado TANTA diferença. No entanto, já vou para a minha 5ª utilização e a opinião mantêm-se. É mesmo uma muito boa máscara para quem quer uma hidratação normal (não é reparadora), gradual e semanal.

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E depois há o shampoo que trouxe para aproveitar a promoção e foi outra surpresa maravilhosa. A textura dele é mesmo de óleo, o que faz alguma confusão de início pois eu senti a falta da espuma. Mas a sensação boa de hidratação que dá supera a falta da espuma habitual de um shampoo. 

Não é preciso dizer que estou cheia de vontade de ir buscar o amaciador/condicionador para a família ficar completa, pois não? 

29 de julho de 2014

para ver, parar, reflectir, mudar


Mais uma prova de que há expressões que usamos e abusamos quando deviamos ficar de boca fechada. E usamos connosco próprias, as mães usam com as suas filhas, as amigas entre si. E o ciclo continua e não muda. Só aumenta. Vamos deixar-nos de porcarias. As tradições são muito lindas. As piadinhas também. Mas depois não nos podemos queixar das diferenças de tratamento. Dos salários. Da carga de tarefas. Dos tipos de empregos a que nunca chegamos. De não levantarmos a voz. De assumirmos (e outros assumirem) que precisamos de ajuda para cargas pesadas. O mundo só muda quando os prejudicados também fazem por mudar. E se a mudança for verdadeira e sem vergonhas. E sem piadas. Afinal somos todos feitos das mesmas células. E nascemos todos com o direito de vingar por cá.

quem diz a verdade não merece castigo #14


28 de julho de 2014

The Fault in Our Stars

Fomos ver o The Fault in Our Stars ou A Culpa é Das Estrelas. O filme baseado num livro, que eu não li, mas já me tinham contado a história. Ia preparada, sabia que era duro e que era provável que chorasse muito. Chorei baba e ranho. O filme é duro mas lindo. É daqueles que vimos a pensar para casa e ainda nos lembramos dele antes de adormecer. E ainda nos dá vontade de chorar mais um bocadinho.
Foi também a estreia a ir a um cinema cá. E já estou morta por ir em Portugal outra vez. A sala era má? Não, era bem jeitosa até. Atrapalharam-te as legendas em Holandês? Não, lá me abstraí. Então? Eram as cadeiras? Não senhores. Era o preço! O preço! Paguei 10€ por bilhete! Isso mesmo, 2 continhos de reis! Mas então há outro dia mais barato ou bilhetes especiais e tu não te informaste direitinho minha menina? Não. Nadinha. É mesmo assim. Os 10€ para toda a gente, todos os dias. Voilá. Posto isto, acho que na altura dos Óscares vou passar 1 mês a Portugal.



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segunda feira e uma ótima semana #15


26 de julho de 2014

MH17

Ter estado aqui quando aconteceu fez-me mais distante a querer falar no assunto. Não sei se por estar mais de perto. Não sei se por (mais uma vez) ter ficado chocada com o mundo. Não sei se por a realidade de ter de apanhar um avião ser cada vez mais o meu lugar comum e dos meus. Sei que se penso muito no assunto me dá raiva. Sei que estou aqui há tão pouco tempo mas que soube de alguém que conhecia alguém que conhecia alguém que estava lá. E se eu que estou aqui há nem meses grandes vi ligações que será das pessoas que têm toda a sua rede de família e amigos aqui? Que forças ficam para lutar quando nos é retirada a vida assim? Quando nem por acidente se pode dizer que é, nem mistério, nem coisa nenhuma? Quando é única e simplesmente por estupidez? Por coisas que não nos dizem respeito nenhum? Dá muita raiva. Na quarta-feira começaram a chegar à Holanda os primeiros corpos e fez-se um minuto de silêncio e celebrações no centro. Os meus pensamentos (ainda que fuja deles, como confesso aqui) estão nas famílias. Que podiam ser, literalmente, qualquer um de nós.





Um vídeo de uma largada de balões no centro de Amesterdão, aqui.




quem diz a verdade não merece castigo #13


25 de julho de 2014

The 31 Most Pleasurable Things That Have Ever Happened

Vejam que vale a pena. São pequenas e simples coisas que alinhadas de certa forma torna os dias muitos melhores. Para rir e sorrir.




Mais Aqui (ou clicando na imagem fofinha do queijo e do pão também).

24 de julho de 2014

Todos os dias são dias felizes

Todos os dias acordo feliz. E ao escrever isto com todas as certezas que é verdade deixa-me ainda mais feliz. Isto de cultivar a felicidade nas pequenas coisas e todos os dias é mesmo uma espiral. O ter mudado de vida não foi fácil. Estou agora a estabilizar aqui, a ter o meu próprio espaço, a ter as minhas burocracias tratadas, a ter as minhas coisinhas. Mas isso demorou tempo. E esse tempo ensinou-me que precisamos de muito pouco para sermos felizes. Tive muitas das minhas coisas fechadas nas malas que tão meticulosamente planeei como indispensáveis. Tive de adaptar sistemas para ter espaço para as minhas rotinas, fossem os cremes, os livros, os documentos, as maquilhagens, a roupa, sapatos, recordações, tudo! Tive de adaptar para que coubesse tudo num pequeno espaço que não era só meu. Tive de aprender a idealizar uma casa minha sem a ter. A ver peças lindas e práticas que não fazia sentido comprar. E, agora, que já tenho a casinha (que é linda, linda, linda e nossa!) sou mais contida. Sei que o tempo vai pôr tudo no lugar. Sei que não precisamos de muitas coisas. Sei que há muito que se pode adaptar e muitas coisas por onde se pode poupar. Este país também nos ensina muito disso. Mas isso deixo para outro post. Comecei por dizer que acordo todos os dias feliz e não queria divagar muito. Sou feliz porque acho realmente que agora estou no sítio certo, com a minha pessoa certa. Se me faltam coisas, pessoas, momentos? Faltam e continuarão a faltar. Mas continuo também a acreditar muito nas pessoas. E as que deixei e que são as minhas pessoas, continuarão sempre comigo.
Acordo todos os dias feliz porque estou tão, mas tão grata desta oportunidade. Grata de quem quer que esteja a olhar por nós, está a olhar bem por nós. Está a tratar-nos bem. A vida é para ser vivida. E eu gosto de viver (cada vez mais) a minha. A nossa.